A adaptação do cônjuge como um fator de sucesso para a transferência internacional

O processo de transferência internacional tem uma importância cada vez maior no mundo contemporâneo. Grandes corporações, universidades, ONGs, e entidades religiosas, utilizam esse recurso como forma de trocar conhecimentos, agregar valor a um projeto, ou até mesmo fornecer ao funcionário uma experiência essencial à sua carreira.

Contudo, o que esse processo tem de excitante, também tem de desafiador. Existe uma diferença grande entre o sonho de morar em um novo país e a realidade de efetivamente fazê-lo. A rotina, a burocracia e os desafios diários impõem uma realidade que nada tem a ver com a do sonho, e esse desafio é ainda maior quando o profissional possui família. Estudos comprovam que a adaptação da família ao novo local é um dos pontos mais críticos. De acordo com a pesquisa da Global Line em parceria com a Worldwide ERC, Mobility 2017, a maioria dos expatriados estrangeiros no Brasil traz seu cônjuge (71%) e seus filhos (49%). E as principais razões para o insucesso da transferência internacional é justamente a família.

 

O fato é que, em uma transferência internacional, o cônjuge tem um papel mais difícil do que qualquer outro membro da família. De uma certa forma, o profissional ainda tem a empresa onde trabalha, bem como o próprio trabalho como uma referência de continuidade. Os filhos, apesar de sofrerem com a perda de laços familiares e amigos, também mantêm uma rotina escolar e outras atividades esportivas que os ajudam de certa forma na adaptação. Contudo, o cônjuge, além de deixar importantes partes da vida familiar para trás, como família, amigos, suas atividades, ainda precisa lidar com uma realidade totalmente nova e fazê-la funcionar para a família. Existe um esforço mental que não é mensurado.  Não é muito raro que, no meio desse processo, o cônjuge perca a sua identidade, e até mesmo entre em depressão. Por isso, os desafios que o cônjuge enfrenta na adaptação ao novo local são diferentes, e até mesmo maiores do que aqueles que se apresentam ao resto da família.

Na Simple City, entendemos a importância de um suporte efetivo e adequado, não só para o grupo familiar, mas voltado para o cônjuge. É uma equação que precisa ser balanceada com muito cuidado: para cada grupo, uma atenção individualizada. Quando a família está bem, todo o processo funciona perfeitamente. Mas quando algo está errado, os problemas surgem aos montes. O cônjuge tem um papel fundamental no sucesso da transferência internacional, não só na ajuda e coordenação de todo o processo, mas em garantir o suporte emocional adequado para toda a família durante essa mudança.

E não existe essa história de que famílias com mais experiência em transferências internacionais sejam mais acostumadas e que, por isso, precisem de menos auxílio. Cada transferência é diferente e afeta a família de uma forma distinta. Durante o processo de decisão até o momento da transferência em si, a família passa por situações de ansiedade, stress, ao mesmo tempo em que tentam manter o equilíbrio mental. O stress pode ser maior se o cônjuge ficar desempregado no novo destino. A falta de pertencimento ou utilidade profissional aliada à falta de uma receita financeira própria pode dificultar e muito esse processo. Outro grande ponto de stress é a falta do suporte familiar ou da rede de amigos para quem tem filhos ainda pequenos. Ter que lidar com as incertezas da saúde infantil (como viroses e afins) em um novo país não é nada agradável.

Por isso, um suporte adequado e indivualizado é extremamente importante. A mesma pesquisa da Mobility 2017 mostra que ainda existe um “gap” de apoio na transição profissional do cônjuge e na adaptação cultural da família. Apesar da maioria das empresas oferecerem curso de treinamento intercultural, pontual, poucos levam em conta os desafios que a família ainda pode ter durante os primeiros meses no novo local.

Em parte, esses problemas podem ser resolvidos com um bom serviço de relocation, que é muito mais do que encontrar um imóvel em uma boa área. O profissional de relocation precisa entender a dinâmica familiar, seus desafios e ajudar a família a se ajustar ao novo país. O Rio de Janeiro, por exemplo, pode ser uma das cidades mais lindas do mundo, mas possui um metro quadrado caro que não reflete a qualidade dos imóveis. Lidar com problemas diários como, manutenção residencial, internet, banco pode ser frustrante considerando a falta de preparo e a indisponibilidade de profissionais que falem pelo menos o inglês.

Tudo isso impacta no alto custo de vida, em termos financeiros, mas também do esforço adicional que se põem para que as coisas funcionem com uma certa normalidade. O processo de relocation precisa ser exclusivo, desenhado para atender às necessidades daquela família. Pensando nisso, na Simple City a família tem contato com apenas um consultor durante todo o processo de busca de imóveis e instalação na nova residência. O papel do consultor é conhecer a fundo as necessidades e trabalhar junto com a família para que o imóvel ideal seja escolhido de uma forma mais rápida, sem o desgaste de visitas desnecessárias. Para isso, os encontros com o cônjuge e profissional transferido são constantes para discutir o perfil dos imóveis disponíveis no mercado, um recurso valioso que também ajuda a acelerar a adaptação da família ao local e evita aquela sensação de “perda de tempo” tão comum nos processos de housing hunting.

Na Simple City, a família mantém o canal de comunicação em aberto com o consultor desde o processo de busca de residência até a completa instalação no novo lar. Isso ajuda o cônjuge a se sentir apoiado em um momento critico em que muitas decisões precisam ser tomadas relativas a serviços e processos desconhecidos. Além de fornecer um alento à família, é um suporte adicional ao RH, que consegue focar nas suas atividades primárias e no funcionário transferido, que, por sua vez, consegue se inserir na rotina do trabalho mais rápido.

Além do suporte adequado na busca de residência, de acordo com Yonne McNuty, uma pesquisadora premiada dedicada a estudar o impacto do cônjuge na vida de uma família em transferência internacional, 85% dos expatriados relatam a necessidade de um suporte continuado, por pelo menos 3 meses após a transferência, para lidar com os desafios diários em um período que é justamente o mais conturbado da expatriação, quando a rotina do dia a dia, as dificuldades acabam com o período de “lua de mel” e podem interferir de maneira negativa naquele ambiente familiar.   Geralmente no Brasil esse suporte é feito de forma esporádica e por demanda. O que pode gerar um alto custo para a empresa ou sobrecarregar setores internos que precisam lidar com essa demanda adicional.  Idealizar e montar um programa de apoio exclusivo para esse período é fundamental para que as coisas fluam com facilidade, sem sobrecargas para as partes envolvidas. O serviço de relocation precisa ser flexível o suficiente para atender a essas demandas dentro das expectativas exigidas com previsibilidade de qualidade e custo.

Por isso a Simple City desenvolveu um serviço de assinatura mensal disponível para todas as famílias de expatriados.  Esse serviço engloba as necessidades e desafios diários da família de expatriados e dos RHs (aconselhamento, indicação de serviços, manutenção, suporte diverso, gerenciamento de problemas e contrato de aluguel, coordenação de pagamento de contas, dentre outros). A ideia é que a família seja acolhida em todos os seus desafios, e que o processo de adaptação seja o mais rápido.

Recomendações para um serviço de relocation mais efetivo:

Sendo assim, incluir o cônjuge nos preparativos de uma transferência e ter um olhar mais cuidadoso às suas necessidades durante o período, é uma alternativa para um bom processo de transferência internacional.

A Simple City foi desenvolvida para prestar um atendimento individualizado e exclusivo, fornecendo uma previsibilidade segura de custo, e usando tecnologia para disponibilizar à empresa todas as informações necessárias para a gestão do processo de transferência em tempo real.

 

Referências Bibliográficas:

McNulty, Y. (2012): “Being dumped in to a sink or swim”: An empirical study of organizational support for the trailing spouse. Human Resource Development International 15 (4), 417-434

McNulty, Y. & Pember, S. (2014): Delivering Effective Relocation Family Support

Simonellu, B. (2012): Adaptação de Cônjuges e de Expatriados e sua relação com o Desempenho em Designações Internacionais. XXXVI Encontro da ANPAD

WorldWide ERC & Global Line: Mobility 2017

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