Fine-tuning the Future Workforce: Global Mobility Symposium highlights

A difícil arte de escolher um Fornecedor

 

Contratar um fornecedor pode parecer simples. Mas não é bem assim. Às vezes, com maior frequência do que desejamos, independente do Fornecedor utilizado os problemas se repetem. “A culpa é do mercado”, “Todas as empresas são iguais”, são as justificativas que geralmente ouvimos. Mas será que é isso mesmo? Será que não existe nada que possa mudar essa realidade?

De tempos em tempos é normal que as empresas repensem suas ações e olhem para dentro, para seus recursos internos. Alguns acham tratar-se apenas de uma forma de economizar em tempos de crise. Mas esse é um dos movimentos mais importantes de estratégia que se bem conduzidos, pode trazer soluções a grandes desafios da organização.

Não é novidade que os expatriados são um recurso caro e que nem sempre se obtém o retorno do investimento esperado. Às vezes no meio do assigment a família não se adapta ao país ou o expatriado recebe uma oferta de trabalho e todo o recurso, humano e material, usado para aquele fim some no ar.

Acontece que manter um recurso como esse dá trabalho. E custa dinheiro. Cursos de ambientação cultural, suporte para instalação em casa, apoio para manutenção residencial. É difícil manter todo esse arsenal ou até mesmo justificá-lo quando uma empresa passa por um período de contenção de despesas e ainda precisa justificar ou administrar as frustrações de funcionários locais que naturalmente fazem comparações.

Olhando por esse ângulo, parece que temos uma equação sem solução. Mas quando olhamos o contexto de forma estratégica e o papel que cada pessoa tem na organização, o horizonte se expande.

Desde os tempos mais remotos os homens buscam soluções para resolver problemas, elaborando planos e estratégias que auxiliem no processo. Atualmente essas estratégias estão mais estruturadas e referendadas por grandes acadêmicos e são utilizadas com frequência por grandes empresas. Uma dessas é a Research Based View (RBV), criada originalmente em 1959 por Edith Penrose mas que foi incrementada por outros acadêmicos ao longo das décadas.

Essa Escola Estratégica aborda o papel dos recursos internos, em especial as pessoas como fonte de recursos, que são essenciais para a existência e perenidade da organização em um ambiente altamente competitivo e que está em constante mudança. Ela obriga os gestores a olharem para dentro da organização e a pensar sobre como potencializar ao máximo um recurso, uma vez que o capital humano é estratégico para a organização.  Quanto mais você consegue adequá-las ao processo, dar orientação, direção a um resultado, mais sua empresa se torna um diferencial competitivo.

Se você conseguir potencializar o que é valoroso, raro e o que não imutável, maiores as chances de sucesso por meio de uma vantagem competitiva sustentável.

No caso do expatriado que possui uma expertise única, o que justifica todo o investimento da empresa ao levá-lo a um novo país? Como podemos potencializar esse recurso?  Como podemos deixá-lo mais produtivo?  Que problemas roubam o seu tempo e que o impede de se concentrar no trabalho? O que o frustra?

Quanto mais focado eles estiverem no negócio, mais valor e mais diferencial competitivo eles trarão para organização.

A pesquisa Mobility Brasil 2019 conduzida pela empresa Global Line em parceria com a Worldwide ERC, trás algumas fontes de insatisfação de um expatriado. Algumas são questões internas, que compete a própria empresa  a busca de soluções, como qualidade de informação oferecida na proposta, oportunidade de carreira após transferência. Mas outras dizem respeito a questões que fogem da atividade primária da empresa e que muitas vezes são terceirizados ou sequer são atendidas, como a falta de flexibilidade para atender a necessidades específicas e individuais (30%), qualidade de prestadores de serviço contratados (24%) e apoio fornecido a família (16%)

Bem, mas você pode dizer que para atender essas questões, as expectativas dos expatriados, basta ter recursos generosos para fornecer cursos de ambientação cultural constante ou recursos para suporte diário, o que é totalmente inviável com a realidade atual e o cenário econômico que vivemos.  Só que não.

Da mesma forma que a organização olha para dentro de si mesma em busca de soluções, é possível fazer o mesmo exercício com os recursos necessários para manter a motivação e produtividade de expatriados.

Você já pensou no que pode ser feito de diferente nos serviços de suporte contratados para esse fim? No que os fornecedores podem fazer de diferente para atender a uma necessidade específica que você tenha? Que tal olhar para dentro e ver o que precisa ser feito, em termos de serviço para atender a esse público específico?

E não falo aqui do serviço em si, mas sobre “Como” ele poderia ser feito. Esqueça por um momento que talvez isso não exista no mercado ou que pode ser caro. Faça apenas esse exercício.

Feito isso lembre-se, as empresas foram criadas para atender as necessidades do mercado. Isso é um fato. Então como podemos fazer para que essas necessidades sejam colocadas em prática? Considerando as insatisfações existentes, o que o seu fornecedor pode propor de diferente para atender as demandas específicas de uma forma mais efetiva? Que tipo de produto poderia ser criado para esse fim? O que você pode exigir no seu modelo de funcionamento para que o processo melhore? Pode sugerir nova estrutura? Novo perfil de colaboradores? E o melhor, o que ele pode fazer de diferente?

O ciclo de vida das empresas não é mais o mesmo. Antes era comum ver empresas centenárias, com décadas de vida com uma presença constante e marcante no mercado. Hoje temos fusões, compras, onde adquirir o concorrente é a forma mais fácil de “assimilar” habilidades ou até mesmo tirá-lo do campo. Na área de serviços em relocation isso também ocorre. Só que inovar vai muito além da tecnologia e habilidades. Está também ligado ao fazer diferente, sem repetir modelos, conhecendo seu negócio a fundo. Pensar novas formas sobre como a entrega do seu Fornecedor pode ser feita é inovar. Você sai do comum e encontra algo que finalmente cabe no seu processo.

Sendo assim, o poder está com você. O que você quer fazer? O que você quer mudar? Como você deseja contratar? Essa mudança de perspectiva faz toda a diferença.