Como garantir a limpeza correta do imóvel em tempos de Covid-19?

Limpeza, higienização, desinfecção, sanitização ou esterilização. Qual processo de limpeza devemos utilizar em ambientes devido ao surgimento do novo corona vírus? Confira essas dicas preparadas pela ComFacil – Soluções em Facilities

Com a atual pandemia do COVID-19, algumas dúvidas surgem a respeito de como executar a higienização adequada nos ambientes de um apartamento, flat ou casa.

Tendo em vista a limpeza ser uma das principais responsáveis na contenção do vírus, esse material nos traz algumas orientações sobre a diferença entre os principais conceitos na atualidade e algumas dicas de procedimentos a serem seguidos.

Processo de Limpeza:

É a remoção da sujeira pesada de superfícies. Quando utilizado produto químico e ação mecânica no processo de limpeza convencional, estima-se uma redução de até 60% de microbiologia nas superfícies, porém somente a limpeza convencional não é capaz de eliminar vírus e bactérias.

Processo de Desinfecção:

O processo de desinfecção de um ambiente consiste na utilização e na aplicação de desinfetantes de uso geral, produto esse que elimina 99,99% dos germes, bactérias e vírus como o Sars-Cov-2 que causa o Covid-19. Recomenda-se a utilização de produtos deixando-o em contato com a superfície por cerca de 10 minutos para se ter a eficácia da desinfecção.

Processo de Higienização:

A higienização envolve os dois processos anteriores, uma limpeza seguida do processo de desinfecção. Quando realizamos uma desinfecção, entendemos que uma pessoa está executando uma limpeza, removendo sujidades do ambiente e posteriormente aplicará o produto para desinfecção da superfície.

Processo de Sanitização:

O processo de sanitização, é mais utilizado em indústria alimentícia, prevê o uso de sanitizantes que eliminam níveis de componentes microbiológicos específicos. Esse processo não se aplicaria ao dia a dia, pois obedece a regras diferentes da desinfecção com produtos mais agressivos.

Processo de Esterilização:

Esterilizar, significa eliminar totalmente os germes, inclusive seus esporos, por meio de processos físicos ou químicos bastante agressivos e restritos. A esterilização é utilizada em situações de máxima segurança, como em salas cirúrgicas de hospitais ou em locais de biossegurança, com a eliminação total dos microrganismos.

O processo mais indicado para combate ao COVID-19, é o processo de higienização, limpeza seguida de desinfecção.

Quais produtos químicos devem ser utilizados?

  • Limpeza: detergente neutro e multiuso
  • Desinfecção: desinfetantes à base de quaternário de amônia, Biguanida polimérica e peróxido de hidrogênio (o mais indicado contra o COVID-19), hipoclorito de sódio (1%) e álcool 70%

Curiosidade

Dados internacionais do CDC USA (Centro de Prevenção de Doenças dos EUA) expõem o tempo de permanência do vírus nas superfícies da seguinte forma:

  • Plástico – 3 dias
  • Papel, Vidro e Madeira – 4 dias
  • Papelão – 1 dia
  • Alumínio – 2 a 8 horas
  • Aço – 2 dias

 

Então qual o procedimento correto para higienização de um apartamento, um flat ou uma residência?

Primeiro devemos aumentar a frequência do processo de higienização de superfícies, com máxima atenção às áreas onde ocorrem maior contato das pessoas, tais como:

Maçanetas, corrimãos, barras de apoio, botões de elevadores, fechaduras, interruptores, aparelhos de telefone, teclados, mouses, mesas, cadeiras, mobílias em geral, controles remoto, bancadas e torneiras.

De modo geral, os processos devem seguir as etapas de acordo com as áreas a serem higienizadas:

  • Limpeza seca
  • Limpeza úmida
  • Limpeza molhada

Inicie a limpeza da área menos suja para a mais suja efetuando a varredura úmida com pano de microfibra utilizando os produtos químicos específicos e regulamentados pela ANVISA.  Inicie o processo de limpeza e desinfecção pelas paredes, vidros, superfícies, objetos, e por último, o piso. Utilize cabos telescópios, para se manter distância de áreas de manuseio e contornar mobiliários fixos.

É importante não utilizar o mesmo pano em ambientes diferentes evitando assim a contaminação cruzada e ao término da higienização de cada ambiente, nunca se esqueça de higienizar a maçaneta ao sair do cômodo.

Ao término do processo de higienização, desinfete todos os equipamentos utilizados no processo.

 

Fine-tuning the Future Workforce: Global Mobility Symposium highlights

Como ajudar um expatriado em um destino difícil?

Quais são os piores destinos para um expatriado? Os destinos cuja adaptação é mais desafiadora? Quando fazemos essa pergunta, é comum que se pensemos em destinos insólitos, onde a mobilidade é reduzida e onde não há muitas opções de lazer ou escola para os filhos, por exemplo.

Mas existe uma série de destinos que possuem barreiras financeiras e culturais que não são percebidas de imediato devido a sua história, ao desenvolvimento da sua economia. Destinos onde belezas naturais e popularidade ofuscam questões que impactam e muito na rotina, bem diferente do que ocorreria com um mero turista.

Engana-se quem pensa que esses desafios são exclusivos de países em desenvolvimento ou com menor estrutura. Tomemos o caso da Suíça, por exemplo. Um país desenvolvido, com alto índice de desenvolvimento humano, belas paisagens, história, sistema de transporte e economia que funcionam perfeitamente e uma política de segurança pública que permite que você se desloque livremente pela cidade sem ter que se preocupar com segurança.

Contudo, o alto custo de vida pode limitar as opções de lazer da família e o entrosamento com a comunidade local pode ser demorado se não houver uma pessoa que sirva como ponte/conexão. Como resultado, podemos ter um expatriado que se sente excluído de uma sociedade, gerando inclusive um sentimento de solidão e não pertencimento.

O Rio de Janeiro é um outro destino que pode ser enquadrado como de difícil adaptação. Cidade mundialmente conhecida, belas paisagens naturais, mas que também possui um alto custo de vida, um mercado imobiliário com um dos metros quadrados mais caros do mundo (e que não necessariamente implica em qualidade), segurança pública complicada e uma burocracia sem fim.

Por isso profissionais de global mobility constantemente se perguntam que ferramentas adicionais eles podem utilizar para ajudar os expatriados a se adaptarem em um destino difícil?

Sem dúvida, o treinamento intercultural é uma das principais ferramentas para ajudar nesse processo. Mas existem algumas dicas aplicadas por algumas empresas que podem fazer uma diferença nesse processo.

# Dica 1

O primeiro passo é garantir que o pre-assigment seja rico em informações sobre o novo destino. O candidato precisa ter todas as informações à mão e as expectativas precisam ser devidamente ajustadas. Isso reduz o nível de ansiedade do candidato.
A participação do cônjuge nesse processo é fundamental. É preciso entender qual impacto a mudança de destino trará na rotina da família e juntamente com a empresa de relocation pensar em alternativas para contornar os possíveis desafios.

Geralmente nessa fase as empresas fornecem uma viagem inicial ao local, fazem uma avaliação das necessidades da família e oferecem uma analise do custo de vida que ajudam no processo decisório.

Uma grande sacada é utilizar o pre-visit para ajustar ainda mais as expectativas da família, criando um roteiro customizado para suas necessidades. Vivenciar em loco como seria uma vida naquele local, permitir que a família explore a área e sinta como é viver ali é a melhor forma de entender as diferenças impactarão na rotina. Fazer recomendações de passeios, restaurantes para o tempo livre é outra forma de ajuda-los a sentir o novo local.

Mapeado os desafios daquela família, é recomendado criar um mapa sobre como os mesmos podem ser enfrentados de uma forma construtiva:
– Cultura: Quais aspectos podem afetar a família
– Como enfrentar esses desafios?
– Que recursos e atividades tenho a disposição no local para facilitar o processo de adaptação?

Quais são as expectativas da família ao se mudar?
– Emprego do cônjuge
– Realidade do mercado
– Reconhecimento de diploma
– Outras opções de carreira
– Necessidades especiais.

É vital ter uma resposta honesta para esse e quaisquer outros questionamentos, mesmo que não seja a resposta ideal ou desejada. Isso ajuda a família a saber o que esperar e como pode trabalhar para superar esse obstáculo pro-ativamente em vez de agir reativamente.

Uma outra boa prática é ajudar o cônjuge a buscar uma atividade remunerada ou um projeto ao qual ele possa se dedicar. Isso confere um sentido de propósito e acelera o processo de pertencimento ao novo local.

# Dica 2

Criar um programa de mentoria para o funcionário expatriado é uma ação que tem um grande impacto a um custo muito baixo.

O expatriado enfrenta muitas mudanças de uma só vez, país, casa, trabalho, nova dinâmica familiar, novo chefe. Ter alguém do escritório que conheça a área e os desafios a serem enfrentados é encorajador e acelera o processo de adaptação.

Os benefícios são muitos:
– Facilita o processo de transição
– Aumenta o conhecimento sobre o funcionamento do escritório
– Auxilia na aplicação de suas habilidades e conhecimento no novo ambiente
– Divide e acelera o conhecimento da cultura local da empresa
– Encoraja a troca de conhecimento
– Funcionário enxerga resultados tangíveis em pouco tempo

O programa de mentoria também possibilita ao expatriado adequar as suas habilidades para aquele contexto cultural específico e até mesmo ajustá-las para que se consiga executar sua atividade no novo ambiente de forma apropriada aquela realidade.

Contudo, alguns pontos devem ser levados em consideração ao escolher um mentor:
– Procure uma pessoa que tenha experiências culturais semelhantes (estrutura familiar, mesma nacionalidade, etc).
– Ofereça uma reunião inicial para ver se haverá de fato afinidade entre as partes
– A relação tem que ser benéfica para ambos os lados
– Promova happy hours, almoço e se possível com a família

# Dica 3

Ajudar o expatriado e família a se integrar a comunidade.

Por mais que a expatriação tenha sido um projeto de carreira e de vida planejado pelo expatriado e família, com o tempo, as dificuldades de se integrarem a comunidade pode gerar um sentimento de não pertencimento.
É importante ter uma conexão com a cidade que o faça se sentir acolhido e parte daquela realidade
Esses funcionários estão longe dos familiares e amigos, em uma localidade difícil. A prioridade durante o relocation desses funcionários deveria ser:
– Onde morar
– Fazer amigos
– Encontrando recursos
– Se encaixar no escritório

Lugares remotos ou lugares onde o custo de vida é muito alto, localizar hobbies, atividades ou clubes não é algo fácil. Então, o que pode ser feito?

Organizar happy hours após o expediente, organizar atividades em grupo como campeonatos de futebol, aulas de yoga na aula do almoço, etc

Expandir essas atividades para a família é uma boa pratica. Assim como criar uma comunidade com cursos, eventos, coaching e eventos para as crianças.

# Dica 4

Já pensou em um serviço de coaching para o cônjuge do expatriado? Ajudá-lo a enfrentar os desafios e a se lembrar do que os motivou a dizer sim para a expatriação, ajuda a passar pelo processo de mudança com mais confiança.

Ajudar o parceiro a redirecionar sua carreira, criar um novo plano de carreira, um proposito para aquele período de vida. Ensinar técnicas de entrevista para aquele ambiente, auxiliar no processo de negociação para salários, auxiliar na elaboração de currículos. Caso o visto restrinja o trabalho, que alternativas ele pode ter?

Para dar certo é importante que o coach seja local, expert naquela cidade e que tenha conhecimento das dificuldades de uma expatriação.

Com certeza existem outras dicas que podem ser aplicadas nesse contexto. Que tal dividirmos por aqui?

Governo laça Carteira de Trabalho digital

No dia 24/09 entrou em vigor a Carteira de Trabalho digital, que substitui a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) física.

Com essa medida o governo espera reduzir a burocracia no processo de contratação bem como os custos envolvidos no processo do documento físico.

O documento digital está previamente emitido para todos os brasileiros e estrangeiros que estejam registrados no Cadastro de Pessoa Física (CPF) e já reúne os contratos de trabalho antigos e novos, bem como suas respectivas anotações. No entanto, cada trabalhador terá de habilitar o documento, com a criação de uma conta de acesso no endereço www.gov.br/trabalho.

Convém destacar que a Carteira Digital não serve como documento de identificação.

Empresas que já usam o eSocial poderão contratar funcionários sem a necessidade de exigir deles o documento físico. Isso vai facilitar o acesso ao mercado, pois não será mais necessário apresentar a carteira de trabalho em papel para ingressar em um novo emprego, resultando em simplificação e desburocratização.

Com as novas regras, as anotações que antes ficavam na CTPS física passarão a ser realizadas eletronicamente. Para acompanhar essas anotações, o trabalhador poderá utilizar um aplicativo especialmente desenvolvido para celulares (com versões IOS e Android) ou acessar o ambiente www.gov.br (solução web).

A Carteira Digital tem como identificação única o número do CPF do trabalhador, que passa a ser o número válido para fins de registro trabalhista. Diante disso, é importante que os empregadores que utilizam o eSocial observem, no momento da contratação, critérios como a idade mínima dos brasileiros e estrangeiros e o amparo legal dos estrangeiros com relação ao direito a atividade remunerada no país.

Confira essa matéria com as principais dúvidas elaborada pelo Jornal A Folha de São Paulo. 

As novas tecnologias em mobilidade internacional e seu impacto no processo de relocation

Muito se fala sobre o uso das atuais tecnologias e novos modelos de serviço, como startups, e como eles podem ser úteis no processo de mobilidade internacional das empresas. De fato, essas novas tecnologias trouxeram agilidade em boa parte do mundo, substituindo inclusive fornecedores tradicionais. Trouxeram também uma ampliação da oferta em serviços e maior conformidade nos processos, dada a previsibilidade e segurança.

Mas até que ponto essas novas tecnologias podem ser aplicadas aqui no Brasil?

Analisemos ponto a ponto as principais tendências no segmento de Relocation.

 

Corporate Housing

Em muitos locais do mundo o mercado tradicional de apartamentos corporativos era, ou ainda é, dominado por empresas que administram várias propriedades em um único prédio com a finalidade exclusiva de locação temporária. Mas esse modelo começou a perder espaço para startups e apps como o Airbnb e o Urbandoor (recentemente comprada pela Airbnb). A grande vantagem desse novo modelo é que eles transcendem o conceito de apartamento temporário ao expandir para áreas que antes eram exclusivamente residenciais. Através de um programa com os locatários, os imóveis são adaptados para os viajantes corporativos de forma que unam requisitos práticos para o desempenho das atividades profissionais como internet wireless de boa qualidade, decoração clean maior conforto – essencial para aqueles profissionais que passam mais tempo na estrada e se cansaram da impessoalidade dos hotéis e apartamentos temporários convencionais. Outra grande vantagem é a ampliação do raio de localização do imóvel. Além dos bairros tradicionais, onde geralmente o metro quadrado é mais caro, eles  passaram a contemplar também áreas alternativas e até mesmo mais distantes do centro comercial. Sem dúvida um grande alento a empresas que buscavam mais opções e que também precisam baratear seus custos com viagens.

Outra grande vantagem dos Apps é a economia de tempo. Aquele processo demorado de contratação, análise de contrato, vistoria de entrada e de saída, depósito caução, sai de cena e no lugar temos um processo muito mais ágil, onde tudo é contratado pela internet e pago com o cartão de crédito.

Contudo, com o objetivo de atender o mercado corporativo de forma diferenciada, o Airbnb criou o Airbnb for Work, onde os melhores apartamentos dentro da plataforma do Airbnb, são selecionados para essa finalidade. Mas, ainda não existe uma oferta consistente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Supõem-se que um dos motivos é o desafio do mercado imobiliário brasileiro em si. A questão da manutenção periódica e segurança ainda é um ponto negativo no Brasil. E isso é inegociável para as grandes empresas.

Todavia, sem duvida o Airbnb for Work é uma boa opção para viagens de negócios fora do país, especialmente no caso de empresas que não possuem um procedimento de segurança muito restrito. De forma simples, a empresa consegue controlar todas as reservas em tempo real. Além disso, os proprietários que fazem parte dessa plataforma passam por um crivo especial. Os apartamentos corporativos possuem amenidades diferenciadas que fazem toda a diferença.  Mas vocês podem questionar sobre a questão da manutenção e segurança do imóvel. Não existem riscos de problemas nessa área? Claro que sim.  Mas países como Estados Unidos e a maior parte dos países da Europa possuem uma pratica diferente no que tange a responsabilidade para manutenções prediais (já falamos disso aqui no artigo O que você precisa saber ao alugar um imóvel no Brasil). Nesses locais é de responsabilidade do proprietário garantir a segurança e manutenção, inclusive relativa a desgaste natural, sob pena de multas e sanções. Então para evitar riscos, recomenda-se ter esse olhar sobre como essa questão é tratada no país de destino. Em muitos casos, a comodidade e economia andam lado a lado com a segurança.

Uma outra empresa que movimenta o mercado de acomodação temporária é a empresa ReloQuest. Trata-se de uma plataforma que facilita o processo de contratação de acomodações temporárias corporativas e que compara os serviços a serem contratados, similar a um processo de licitação. A grande vantagem da ReloQuest é o fácil acesso a fornecedores tradicionais e profissionais verificados no mundo todo. Contudo, para acessar essa plataforma é necessário pagar uma assinatura mensal. E se o objetivo for obter apartamentos temporários no Brasil, esqueça.  Assim com as demais plataformas citadas nesse artigo, a ReloQuest também não trás nenhuma novidade em termos de opções ao mercado brasileiro

 

Busca de Residências

A busca de residências para expatriados no Brasil se resume ao mesmo processo burocrático. Consultas a sites específicos na internet (que são uma extensão das imobiliárias e que muitas vezes não estão com os anúncios atualizados) e consultas a imobiliárias que nem sempre respondem de imediato. Como resultado, demora-se em media de 2 a 3 dias para montar uma boa lista de imóveis para visita.

Para transformar esse mercado, surgiu a plataforma Quinto Andar. Atualizado com frequência, ele dispõe de fotos 360 graus, localiza o imóvel em um mapa e ainda acaba com a figura do fiador. Todos os serviços são agendados online e para tentar desburocratizar ainda mais o processo, utiliza-se um contrato padrão.

Apesar de ser um recurso valioso para pessoas físicas, ainda não é uma realidade para clientes corporativos. Tentar sair do modelo definido para incluir inspeções de segurança ou até mesmo a inclusão de clausulas no contrato padrão pode ser um processo frustrante e demorado. Mas dá para entender o motivo. A Quinto Andar foi desenhada para ser escalável, atingindo em massa milhares de pessoas físicas que precisam de um serviço imobiliário rápido e livre de complicações. Contudo, com a consolidação da empresa no mercado é esperado um novo olhar a outros perfis de clientes em potencial. Talvez boas novidades venham por aí.

 

Sistema de controle

Talvez os sistemas de gerenciamento de expatriação sejam as ferramentas mais acessíveis no Brasil. Elas economizam tempo e substituem todas as planilhas de controle utilizadas pelos gestores.

São raras as empresas que possuem o próprio sistema de gestão, recorrendo aos recursos oferecidos pelas empresas de Relocation. As funcionalidades são as mais diversas, passando por controle de custos, gestão do processo de vistos, mudança, dentre outras.

A Simple City também desenvolveu um sistema próprio, mas com foco na execução e eficiência do processo de relocation. O sistema possui a melhor plataforma existente no mercado e permite o acompanhamento das solicitações, execução e avaliação do serviço e do consultor em tempo real. Outra grande vantagem é o arquivo do histórico de cada serviço executado, especialmente útil quando o expatriado devolve o imóvel e alguns termos de negociação precisam ser relembrados.

Outra funcionalidade do sistema da Simple City é o controle automatizado de vencimento de contratos, contas e afins. Substituímos o controle manual pelo melhor que a tecnologia tem a oferecer, garantindo a segurança e confiabilidade no processo de gestão.

No perfil da Empresa, é possível gerir a informação de cada expatriado bem como ter fácil acesso a serviços executados e notas fiscais emitidas. O objetivo é simplificar o processo de gestão, deixando o processo de mobilidade internacional mais leve e fluido.

A grande vantagem de uso de sistema de empresas como o da Simple City é a atualização constante bem como upgrades de funcionalidades de forma ágil, acompanhando as necessidades e exigências do mercado.

Sendo assim, considerando os serviços inovadores na área de mobilidade internacional, pouco ainda pode ser explorado no Brasil. Por isso a questão do relacionamento com fornecedores e parceiros ainda é vital para que se tenha um serviço de excelência. O contato diário, o olhar diferenciado a cada desafio, buscando novas formas de solucionar problemas antigos é o que faz a diferença. E quanto aos serviços e tecnologias inovadores? Bem, estar em contato e alinhado com as novidades é essencial, até mesmo para ajuda-los a entender as particularidades de um mercado tão difícil quanto o brasileiro. E, no tempo certo, estar preparado para as novidades que certamente começarão a vigorar e que já estão mudando a forma de se fazer relocation.

Global Mobility Talks

No dia 14 de agosto aconteceu o primeiro evento idealizado pela Simple City, o Global Mobility Talks. O objetivo do evento é levar conteúdo de relevância para que empresas utilizem como ferramenta no processo de mobilidade internacional.

 

O Global Mobility Talks propõe um conceito diferenciado, mais intimista, permitindo maior proximidade entre os participantes e profundidade nas discussões, gerando conhecimentos relevantes e de grande aplicabilidade no negócio.

Essa edição contou com a parceria da BR Visa e Atlantis que apresentaram conteúdos  sobre tax, migração e mudanças internacionais.

As fundadoras da Simple City Wânia Gonçalves e Paloma Weyll apontaram caminhos para uma gestão mais eficiente no processo de Relocation.

Na próxima edição, conforme solicitado pelos nossos clientes e parceiros, discutiremos caminhos para a construção de um processo de mobilidade internacional mais ágil. Aguardem.

O que você precisa saber para alugar um imóvel no Brasil?

Alugar imóvel não é igual em qualquer lugar do mundo. Inúmeros aplicativos facilitam o acesso aos imóveis e de certa forma conseguiram uniformizar algumas regras, assumindo alguns riscos, mas nem tudo é tão simples.

Existem duas formas de alugar imóveis no Brasil, a curto prazo (aluguel de temporada) ou de longo prazo (30 meses). Nesse artigo, trabalharemos apenas com as particularidades do aluguel de longo prazo.

Existem várias regras comumente praticadas pelo mercado e uma Lei (Lei do Inquilinato 8.245/91) que rege a regulamentação desse tipo de locação. Por isso é muito importante conhecer-las e ficar atento aos termos do contrato que podem ser negociados a seu favor.  Vamos discutir os principais pontos sobre essa modalidade de aluguel.

 

Posse do Imóvel

Tão logo o imóvel for escolhido é importante que você exija que a comprovação de propriedade através de documentação. Parece estranho, não? Mas infelizmente algumas pessoas podem alugar imóveis de terceiros sem a devida autorização e se você não tomar as devidas precauções, posteriormente a Justiça pode exigir que você pague novamente a quantia equivalente ao dono de fato. Então, para evitar surpresas desagradáveis, solicite uma cópia atualizada do RGI – Registro Geral de Imóveis. Se o nome do Proprietário estiver ali, pode confiar e seguir adiante. Ainda assim, em alguns casos o imóvel pode não estar em nome do dono de fato, no caso de herdeiros. Isso acontece devido ao alto custo da taxa de transferência de posse. Nesse caso, você pode precisar da ajuda de um especialista para analisar a situação e buscar uma alternativa. 

 

Fiador

 É quase certo que o proprietário irá exigir a garantia de um fiador (pessoa residente no Brasil com renda comprovada), para o caso de você não pagar o aluguel. Isso é uma prática recorrente, visto que por Lei o fiador assume automaticamente essa dívida, em caso de não pagamento, conferindo a segurança de recebimento da receita ao Proprietário.

Contudo, para os estrangeiros pode ser difícil cumprir com esse requisito. Algumas alternativas que podem ser aceitas por alguns proprietários, são:

  • Carta da Empresa – Informando que o inquilino é funcionário da empresa e que a mesma se responsabiliza por pagamentos em atraso.
  • Seguro Fiança – Nesse caso o inquilino contrata com uma Seguradora um seguro fiança que cobre em média 3 vezes o valor do aluguel.

Outra alternativa a é locação do imóvel através de aplicativos como o Quinto Andar. Eles não exigem a figura do fiador.  Contudo o inquilino tem que pagar uma taxa de administração. Mas o lado negativo do Quinto Andar é que eles ainda não oferecem atendimento em inglês e isso pode ser um desafio para um estrangeiro, seja para entrar em contato, seja para entender as regras e o contrato.

 

Contas em dia

Solicite comprovante de que todas as contas estão em dia. São elas:

  • Condomínio (despesas relativas ao uso de áreas em comum em prédios e grupo de casas)
  • IPTU (Imposto Territorial Urbano)
  • Taxa de incêndio (paga anualmente ao Corpo de Bombeiros)
  • Luz, Gás, água

Isso evitará surpresas como corte de serviços ou até mesmo ações de despejo promovidas pelo não pagamento de uma dessas contas. É importante garantir que você não assumirá as consequências da inadimplência de um terceiro.

Tão logo a locação do imóvel tenha início, o inquilino será o responsável pelo pagamento dessas contas, na frequência a seguir:

Aluguel – pagamento mensal

Condomínio- pagamento mensal

IPTU – pagamento em conta única ou em 10 parcelas

Taxa de incêndio – pagamento anual

Luz, Gás, Água, Internet, TV, telefone – pagamento mensal

Seguro de Incêndio – Anual. Por lei a obrigação é do proprietário, mas ele pode repassar esse custo ao inquilino.

Cada uma dessas contas vem separadamente, o que pode parecer uma loucura para quem estava acostumado a pagar tudo em praticamente uma conta só. Por isso uma boa dose de organização é fundamental.

 

Prazo do Contrato

O prazo do contrato de locação de longo prazo é de 30 meses. Caso o inquilino encerre o contrato antes do prazo previsto, pode ser penalizado com o pagamento de multa.

Para evitar essa situação você pode:

– Negociar com o Proprietário um tempo inferior de contrato, caso tenha a certeza de que ficará no imóvel por menos tempo.

– Negociar a ausência de multas em caso de término antecipado, desde que você notifique com antecedência mínima de 60 dias, por exemplo.

Existe apenas um caso onde o inquilino está isento do pagamento de multa por término antecipado: em caso de transferência de cidade por motivos de trabalho. Nesse caso, basta apresentar uma notificação ao proprietário com 30 dias de antecedência, pelo menos, e cumprir com as obrigações de devolução do imóvel que abordaremos a seguir.

 

Manutenção residencial

Pela Lei do inquilinato a responsabilidade de manutenção do imóvel é do inquilino. Isso pode soar estranho caso você venha dos Estados Unidos, por exemplo, onde o proprietário é o responsável por quase todo tipo de reparo. Por isso é muito importante que o inquilino mantenha a manutenção em dia (portas, janelas, aparelhos de ar condicionado, piscina, etc). Caso contrário, quando da devolução do imóvel ele será obrigado a arcar com todas essas despesas de uma só vez, o que pode sair bem caro.

E aí vai uma dica: Considerando a responsabilidade do inquilino pela manutenção do imóvel é importante evitar a escolha de propriedades de difícil manutenção.  Por exemplo, uma parede de mármore branco em uma cobertura pode ser bem bonito. Mas se você considerar que o mármore escurece e que para manter aquela cor é necessário o polimento e aplicação de produtos especiais de tempos em tempos, talvez você reconsidere essa opção.

Outra dica importante é certificar-se de que o imóvel em si não tem nenhum problema de manutenção oculto.Já falamos um pouco sobre isso no artigo “Reduzindo o custo de manutenção residencial de expatriados”. Vale a pena dar uma lida no artigo e conferir as ações propostas.

 

Demais responsabilidades do Inquilino

Além do pagamento das contas em dia, manutenção do imóvel, o inquilino precisa se ater a outras obrigações previstas em Lei:

– Usar a propriedade de acordo com o combinado

– Devolver a propriedade no mesmo estado em que recebido, exceto desgaste natural.

– Pagar todas as contas devidas até o dia da devolução do imóvel

– Informar imediatamente ao proprietário sobre qualquer problema no imóvel

– Não modificar a parte interna ou externa da propriedade sem autorização por escrito do proprietário

– Respeitar as regras do Condomínio

 

Mas se o inquilino é responsável pela manutenção, qual é a responsabilidade do proprietário?

Aos olhos da Lei, o proprietário é responsável por:

  • Entregar o imóvel em condições plena de uso e em bom estado de conservação.
  • Realizar as manutenções estruturais do imóvelcomo problemas elétricos e hidráulicos, desde que os mesmos não tenham sido causados pelo inquilino ou seus visitantes.
  • Resolver problemas/defeitos do imóvel anteriores ao contrato de locação.

Contudo nesse último item temos uma situação nebulosa. Sem uma inspeção eficiente antes da entrada do imóvel dificilmente o inquilino poderá comprovar que alguns problemas de manutenção são decorrentes do contrato de locação anterior. Por isso, para evitar problemas, o ideal é contratar um profissional de segurança que possa atestar o estado do imóvel. Especialmente se o mesmo for antigo.

Adicionalmente, algumas cobranças de taxas extras de condomínio, por exemplo, pode ser de responsabilidade do proprietário. Mas nesse caso não dá para generalizar, tem que analisar o tipo de cobrança feita.

São muitas particularidades que tornam o processo um pouco complexo para quem entra em contato com esse universo pela primeira vez. Contudo, empresas de relocation, como a Simple City, oferecem  suporte para esse tipo de serviço, tornando o tudo muito mais fácil.